A jovem Cristina Rakasi, atleta do FC Castrense, conquistou a medalha de bronze durante a Taça da Europa de Patinagem Artística, que decorreu na cidade de Tomar. A atleta de 12 anos estava ao serviço da Selecção Nacional e garantiu a terceira posição na prova de Patinagem Livre no escalão de Iniciados Femininos.

Recorde-se que na véspera da partida para Tomar, Cristina Rakasi confidenciou ao “CA” a sua ambição de “fazer uma boa prova”. Quero “mostrar o que sei fazer e depois logo se vê quais são os resultados que consigo? Mas é claro que gostaria de ganhar”, disse na edição de 27 de Outubro do “CA”.

Cristina Rakasi fechou assim um “ano de Ouro” para a secção de patinagem do F. C. Castrense e para a Associação de Patinagem do Alentejo e Algarve.

Quem o diz é o seu presidente o seu presidente, Rui Mateus “foi efectivamente um ano extraordinário, não só em termos nacionais como internacionais”.

Segundo Rui Mateus estes bons resultados são tão mais elogiáveis “se atendermos ao facto de termos poucos técnicos, daí que a próxima meta para 2018 é justamente a formação de mais técnicos” revela, com orgulho estampado nas palavras.

No que respeita à estrela da Patinagem Artística do F. C. Castrense, da Região e já porque não do pais a sua história começou cedo.

Cristina Rakasi tem apenas 10 anos e um sorriso de princesa, mas em pista, de patins calçados, é uma verdadeira rainha, com gestos graciosos e muita elegância.

Há quase seis anos que entrou para a secção de patinagem artística do FC Castrense e hoje é uma das maiores esperanças da modalidade na região e no país. O seu sonho é seguir a paixão. A sua paixão é patinar!

“É muito bom patinar? É a minha vida, a minha paixão”, conta ao “CA” um pouco envergonhada. Ao lado, os pais Janos e Cláudia sorriem.

Filha de um casal de romenos que já está no Baixo Alentejo há 13 anos, Cristina Rakasi já nasceu portuguesa. E foi apenas com cinco anos que aceitou o convite de António dos Anjos (histórico dirigente do FC Castrense e do desporto patinado na região) para experimentar a patinagem artística. Foi amor ao primeiro treino.

“Achei engraçado, quis experimentar, gostei e nunca mais deixei”, revela Cristina, que desde então se tem dedicado de alma e coração à modalidade.

“Treino uma hora e meia à segunda-feira, uma hora e meia também à quarta-feira, uma hora na quinta-feira e aos sábados uma hora e meia ou duas horas”, adianta.
A modalidade exige muitos sacrifícios a Cristina. Mesmo assim, a jovem patinadora não descura os estudos.