A mais séria das crises politicas…

Muitos argumentam que a atitude do PCP e Bloco de Esquerda face ao OE de 2022, votou o país a uma crise nunca antes vista.

É certo que o argumento a que recorrem, de que votaram contra um documento de profunda austeridade, aliaram-se a direita, violando um pacto, como que pré estabelecido.
Mas digo eu, se votaram contra era porque tinham legitimidade para o fazer, e o OE não ia ao encontro dos interesses de quem os elegeu.
Desta feita, alegam muitos, que o PCP e Bloco, entregaram os pontos ao PSD e CDS, estão a dar a possibilidade de se criar um futuro governo viabilizado pelo Chega e também pela I liberal.

Ora, partindo do principio que haverá eleições antecipadas, tal como o PR , anteriormente anunciou, a esquerda irá perder eleitorado, e o partido que muito provavelmente mais eleitorado vai ganhar, será o Chega, podendo mesmo ser a terceira força politica.

Um futuro governo de Direita viabilizado por um partido que pratica um sistemático discurso de ódio, contra as minorias étnicas, partido esse que se afirma, com uma serie de medidas contra o Estado Social e Privatização da saúde.

Quer com isto dizer, que o problema, é sério sim. Vai criar-se um fosso intransponível entre a Esquerda Estalinista e a Social Democracia..
Não vejo nenhuma maioria absoluta no horizonte, Não acredito que António Costa queira governar com Dr Rui Rio ou com o Dr Paulo Rangel. Estamos condenados a ter governos precários. Quer dizer, estabilidade politica, Portugal não vai ter tão cedo.

A alternativa seria o PSD, se entretanto, tivesse conseguido dar o salto, não o fez, nem conseguiu sequer arrumar a casa. Nunca a liderança do partido foi tantas vezes posta em causa.

Ora, isso é profundamente negativo, para um partido que precisa de se manter unido e coeso se quer ser alternativa

Artigo – Maria de Fátima Gomes