A comemoração do dia 15 de março como o Dia Mundial dos Direitos dos Consumidores resulta do primeiro reconhecimento público dos direitos fundamentais do consumidor na alocução do Presidente dos Estados Unidos da América, John Kennedy, ao Congresso em 15 de março de 1962, na qual afirmou que todos somos consumidores e que apesar de os consumidores constituírem um grupo económico muito importante, a sua voz era frequentemente ignorada pelo facto de não estar (então) organizado.

Em 1983 a data foi oficial e mundialmente comemorada, tendo depois a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou os Direitos do Consumidor como Diretrizes das Nações Unidas dando assim, legitimidade e reconhecimento internacional para essa data.

Esta data é uma verdadeira oportunidade para promover os direitos básicos dos consumidores de todo o mundo, que devem exigir respeito pelos seus direitos e protestar contra as injustiças que sofrem social e economicamente diariamente e em várias zonas do globo. É o dia por excelência para mobilizar os cidadãos em torno da importância do seu papel. 

As organizações de consumidores, independentemente da sua estrutura ou dimensão, expõem publicamente o seu trabalho e as reivindicações neste dia para que a mensagem de defesa dos direitos dos maiores frágeis elos da cadeia económica chegue a todos. 

Estes 55 anos da efeméride marcam viragens extraordinárias na sociedade de consumo. Enquanto nas décadas de 70 e 80 os consumidores lutavam contra mensagens publicitárias sem regras e com os reflexos da crise do petróleo nos bens de consumo essenciais, nos anos 90 viviam preocupados com a segurança alimentar e a prestação de serviços públicos essenciais com qualidade. No final do século passado a crise financeira assombrou a vida das famílias que passam de desafogo económico e de livre acesso ao crédito para situações de sobre-endividamento.  

Comprar um bem ou um serviço deixou de ser uma relação cara-a-cara com o vendedor e/ ou p prestador do serviço. A proximidade desapareceu e a Internet assumiu uma importância crescente no nosso quotidiano! 

Quando pensamos na compra de produtos e serviços online raramente conhecemos quem está do outro lado do negócio; as encomendas nem sempre correspondem às expectativas; os pagamentos podem tornam-se, por vezes, pouco seguros e as plataformas digitais, como intermediárias, não assumem muitas vezes as suas responsabilidades.

Nesta economia digital, também temos de nos consciencializar que o nosso rasto digital fica registado em múltiplas bases de dados e que os nossos dados são, atualmente a mais importante moeda de troca que mais tarde poderão influenciar a decisão de um profissional em fornecer-nos um produto ou prestar-nos um serviço. É necessário acautelar uma utilização indevida dos dados, garantindo a nossa privacidade e segurança online.

Passámos de compradores e consumidores para fornecedores de informação que abre portas para novos ciclos de consumos, novos produtos e sobretudo novas necessidades. 

Queremos estar mais próximos dos consumidores, apoiá-los em todas as suas escolhas e decisões e garantir que não ficam sem resposta aos seus problemas.

Junte-se a nós. Juntos seremos mais fortes!

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